GO MOVE – CIDADES INTELIGENTES: QUANDO A CIDADE ENTRA EM MOVIMENTO.
Transformar exercício físico em política pública estruturada. Essa é a ambição do GO MOVE – Cidades Inteligentes, programa que começa pelo Pará e já nasce com cara de modelo nacional para saúde, esporte e qualidade de vida. Em vez de campanhas pontuais, o projeto organiza a promoção da saúde como um sistema contínuo, monitorado por tecnologia e conectado ao conceito global de Smart Cities.
Na prática, isso significa que cada cidadão passa a ter uma prescrição individualizada de exercícios, feita a partir do seu quadro de saúde, nível de condicionamento e objetivos pessoais. Quem acompanha tudo é o aplicativo GO MOVE – mobilemytrainer, um “coach digital” que orienta intensidade, frequência e evolução dos treinos em tempo real, garantindo segurança e autonomia até para quem nunca pisou numa academia.
Da crise das doenças crônicas à cidade que cuida
O Brasil vive uma epidemia silenciosa de diabetes, hipertensão, obesidade e outras Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs). São enfermidades diretamente ligadas ao sedentarismo, à urbanização desordenada e a hábitos pouco saudáveis. O resultado aparece em filas de atendimento, internações repetidas e orçamentos públicos cada vez mais pressionados.
O GO MOVE entra justamente nesse ponto de dor: em vez de agir apenas depois que a doença se instala, o programa leva a atividade física personalizada para o centro da estratégia de prevenção. Com dados em tempo real, gestores conseguem enxergar o comportamento da população, acompanhar indicadores de risco e agir antes que o problema se transforme em custos altíssimos para o SUS.
Três eixos que conversam com o SUS
O programa foi desenhado para dialogar com a rotina das secretarias de Saúde, Educação e Esporte, estruturado em três eixos complementares:
1. Prevenção e Condicionamento Físico
Caminhadas, corridas, treinos funcionais e ações em praças, escolas e parques, sempre monitoradas pelo aplicativo. O foco é reduzir o sedentarismo, criar vínculos comunitários e fortalecer hábitos saudáveis.
2. Reabilitação e Doenças Crônicas
Pacientes com hipertensão, diabetes, obesidade, dores crônicas, ansiedade e depressão recebem protocolos de exercício seguros, integrados às equipes de atenção básica. O exercício passa a ser um “remédio na dose certa”, acompanhado a distância.
3. Esporte e Desempenho
Escolas, projetos sociais e atletas locais ganham uma ferramenta para monitorar carga de treino, esforço e recuperação. Isso protege o atleta, melhora o rendimento e alimenta uma base de dados para políticas esportivas de longo prazo.
No centro de tudo, o GO MOVE – mobilemytrainer usa inteligência artificial para ler respostas fisiológicas, ajustar intensidade e enviar dados para um dashboard de gestão, onde o município acompanha indicadores por bairro, faixa etária, sexo e grupo de risco.
O Pará como laboratório vivo de inovação
O Estado do Pará assume o papel de pioneiro nacional da iniciativa.
Ananindeua foi o primeiro município do Brasil a implantar o sistema completo, unindo saúde, esporte e tecnologia no território.
Marabá, polo urbano estratégico, expande o programa para uma realidade de grande cidade, com desafios complexos de mobilidade e acesso.
Piçarra, município de menor porte, mostra que o modelo também é viável para cidades com menos recursos, provando a escalabilidade da solução.
Juntos, esses três cenários formam um ecossistema inteligente de promoção da saúde, capaz de ser replicado em qualquer região do país com adaptações mínimas.
Agenda 2030, inclusão e cidades do futuro
O GO MOVE dialoga diretamente com três Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Saúde e Bem-Estar (ODS 3), Redução das Desigualdades (ODS 10) e Cidades e Comunidades Sustentáveis (ODS 11).
Ao democratizar o acesso à orientação de exercício físico – inclusive para pessoas que não podem pagar uma academia – o programa reforça a inclusão social e cria condições para que bairros periféricos também recebam ações de alta qualidade. Tudo isso com baixo custo operacional, alto impacto populacional e forte capacidade de replicação em outros estados brasileiros.
Time Brasil: ciência, campo e impacto social
Por trás da operação brasileira está um time que combina inovação tecnológica, experiência científica e atuação de campo.
Paulo Lopes é COO e fundador da Startup Dermato Sports, empresa que desenvolve soluções tecnológicas para monitoramento e controle de exercício físico em saúde e esportes. Graduado em Educação Física e Esportes, com especialização em Metodologia do Treinamento Físico para Grupos Especiais, é Doutor em Fisiologia do Exercício e acumula 18 anos de experiência no monitoramento de sinais vitais em humanos e também em animais de grande porte, como cavalos e cães. Toda essa bagagem científica é a base do algoritmo e da precisão do GO MOVE.
Laís Nascimento assina a Embaixadoria Nacional do GO MOVE – Cidades Inteligentes. Técnica em Agropecuária formada pelo IFTO, com atuação em órgãos como EMATER-PA, Potenza Engenharia e projetos integrados com EMBRAPA-PA, ela empreende em inovação no agronegócio e coordena o programa GO MOVE – Smart Cities Brasil, que leva tecnologias móveis de alto impacto social para diferentes territórios do país. Com presença em projetos sociais na África, especialmente em Guiné-Bissau, Laís conecta o programa brasileiro a uma visão global de saúde, inclusão e desenvolvimento sustentável.
A combinação entre um cientista do movimento e uma liderança feminina da inovação e do campo dá ao GO MOVE uma característica rara: ao mesmo tempo em que é extremamente técnico, o programa entende a realidade das pessoas, das famílias e das cidades.
Como o município recebe o programa
A implementação segue um passo a passo claro, pensado para facilitar a vida dos gestores municipais:
1. Diagnóstico situacional – mapeamento de indicadores de saúde, estrutura física disponível e prioridades locais.
2. Capacitação das equipes – formação de profissionais de saúde, educação e esporte para uso do aplicativo e condução das ações em campo.
3. Adesão da população – campanhas de mobilização, cadastro no sistema e organização dos primeiros grupos.
4. Monitoramento em tempo real – acompanhamento das sessões via app, com alertas, relatórios e ajustes de carga.
5. Relatórios mensais – entrega de indicadores estratégicos para secretarias e gabinetes, orientando investimentos e decisões.
6. Expansão por módulos – o município começa em áreas prioritárias (como grupos de risco ou bairros estratégicos) e amplia conforme os resultados.
Por que importa para prefeitos, médicos e cidadãos
Para gestores públicos, o GO MOVE representa dados confiáveis, redução de custos e uma narrativa forte de cidade inovadora. Em vez de ações isoladas, o município passa a ter um sistema contínuo, alinhado às melhores práticas da Organização Mundial da Saúde e das principais entidades de medicina esportiva.
Para a população, significa acesso democrático a orientação profissional de qualidade, com linguagem simples, supervisão à distância e a segurança de saber que cada passo está dentro da zona ideal de esforço.
No fim do dia, a conta não é apenas de quilômetros percorridos, mas de anos de vida com qualidade que podem ser adicionados à história de cada cidadão e à sustentabilidade do sistema público de saúde.
O GO MOVE – Cidades Inteligentes inaugura uma nova fase na forma como pensamos a relação entre corpo, cidade e tecnologia. Ao transformar o smartphone em ponte entre o paciente, o profissional de saúde e o gestor público, o programa mostra que a cidade do futuro começa com um gesto simples: dar o primeiro passo.
Porque, como resume o próprio projeto:
"A cidade que se move, evolui."
Editora-Chefe | Diane Leite News
Presidente Nacional & Internacional da Comissão de Inclusão – SSNI
Comendadora da Ordem do Mérito Elo Social (Grau Comendum/Adeptus)
Diplomata Civil Humanitária – Jethro International
Jornalista, Escritora, Radialista & Pesquisadora de Neuroplasticidade
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